A maioria dos calendários de conteúdo nasce grande e morre em poucas semanas. Começa com publicação todo dia, três formatos diferentes e um tema por data comemorativa. No segundo mês, a equipe já está atrasada; no terceiro, o calendário virou um arquivo que ninguém abre.
O problema raramente é falta de vontade. É um plano desenhado para uma equipe que a empresa não tem.
Primeiro passo: uma frase
Antes de qualquer data, responda: pelo que a empresa quer ser lembrada? Uma frase. Essa frase vira o filtro de tudo. Um post que não ajuda a empresa a ser lembrada por isso pode ficar de fora sem prejuízo.
Segundo passo: três ou quatro temas fixos
Em vez de inventar um assunto por semana, defina poucos temas que se repetem. Para uma empresa de serviços, costuma funcionar algo assim: como o trabalho é feito, dúvidas frequentes dos clientes, casos e resultados, e a equipe por trás. Com os temas definidos, a pergunta deixa de ser “o que eu posto?” e passa a ser “qual dúvida responderemos esta semana?”.
Terceiro passo: a frequência possível
Conte as horas reais que a equipe tem por semana para produzir, revisar e publicar. Divida pelo tempo que leva cada post. O resultado é a frequência. Se der uma publicação por semana, ótimo: uma por semana durante um ano vale mais do que cinco por semana durante um mês.
Quarto passo: quem aprova e quando
Calendário que depende de aprovação de última hora trava. Combine um dia fixo para revisão, de preferência com uma semana de antecedência, e uma pessoa responsável por aprovar. Se tudo passa pelo sócio, reserve na agenda dele meia hora por semana para isso.
Quinto passo: revisar a cada três meses
A cada trimestre, olhe o que gerou conversa, pergunta ou cliente, e ajuste os temas do ciclo seguinte. O calendário não é uma promessa; é uma ferramenta, e deve mudar quando a empresa aprender algo novo sobre o próprio público.
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